sexta-feira, 22 de julho de 2011

Um Pouco Mais Sobre...

A palavra diário é certamente mais um título do que mesmo alguma coisa como gênero literário. A seguir o que o leitor vai ver são na verdade alguns pensamentos, descrições, crônicas, e vez ou outra uma poesia. Aqui busquei uma espécie de libertação, nada de sermões, livros doutrinais, artigos acadêmicos, ou coisas semelhantes que se atribui à um teólogo profissional. Até no nome fui livre, pois nisso que convencionei chamar de diário na verdade é mais uma tentativa de expressar um pouco mais o que é a alma de um teólogo, do que simplesmente exercer uma atividade teologal.
Isso muito esclarece, pois alguém pode pensar que aqui encontrará o que pensa o teólogo, e na verdade eu falo de um teólogo, ou seja, de mim mesmo apenas, pois não quero que o que eu penso e vivo seja imputado aos teólogos em geral. No entanto, não posso deixar de dizer que mesmo na minha individualidade não deixo de participar dessa classe, e por certo em muitas coisas expresso a universalidade teologal, se é que isso existe.
Ainda devo falar que, certamente, mesmo aqui não conseguirei me libertar das tarefas teológicas mas, com certeza elas serão bem menores, por isso, gostaria que o leitor encarasse esse diário mais como uma forma de se divertir, de passar o tempo. Mas no fim, ele tem o direito de fazer a sua leitura, se quiser, como teologia, diremos que ele tem direto de fazer sua hermenêutica, de ler a partir do seu ponto de vista, pois a partir do momento em que estes escritos se tornaram públicos, eles de certa forma estão sobre seu poder, e deles podem fazer o que quiserem.
Para mim, infelizmente, somente no último período do curso comecei a escrever esse diário que agora vem a lume nesse blog, mas para quem vai lê-lo não, pois será poupado das puerilidades as quais são vítimas o calouro de teologia. Alguém poderia objetar que como alguém que estuda as Escrituras Sagradas poderia obedecer ao conselho evangélico que diz: “Aquele que não se fizer como uma criança não pode ver o reino de Deus”, ao que eu, chatamente contraporia a esse texto o de Paulo: “Sede meninos na malícia, mas não no entendimento”, e por mais que o leitor não tenha se convencido dessa simples tentativa sistemática, eu não fico triste, pois a intenção não é convencer ninguém, e sim em simples atitudes como essa, mostrar um pouco do que é um teólogo, bicho tão estranho, ainda mais no Brasil.
Em um sentido importa que a sentença faça sentido para quem a elaborou, mas sabemos que sem o reconhecimento do outro sobre o sentido que damos à algo, o sentido não existe para quem está vivendo-o, tal sentido só existe no diálogo, na vida comunitária.
Enfim, já falei muito para coisas como apresentação e semelhantes, não usarei a palavra prologômeno, um diário não precisa de um prologômeno, ela é uma apresentação, e como tal deve ser breve, e apenas preparar o leitor para o que virá, e na verdade, nessas apresentações quis apenas esclarecer algumas coisas.

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