Olá.
Hoje resolvi escrever alguma coisa de cunho pessoal nesse diário... aliás o nome desse blog é diário de um teólogo, portanto espera-se que se escreva alguma coisa sobre algo que acontece diariamente com um teólogo.
Deixando de lado as discussões acerca do estatuto do teólogo, ou seja, se ele pode ou não ter fé, digo de entrada que tenho fé, fé não somente como assentimento a alguma proposição ou fato, mas fé religiosa, fé num poder superior e que tudo governa, e creio que esse poder governa a minha vida.
A seguir, vou relatar uma experiencia que para alguns pode ser boba ou mesmo puro acaso para outros, mas que para mim tem significado especial e que só confirma cada vez mais a minha fé numa providência que tem sido cada vez maior.
Muitas vezes, os cristãos começam a enfraquecer em sua fé porque Deus não respondeu alguma oração sua ou pedido. É normal, mas para vocês também conto a experiência que se segue:
Hoje não era um dia tão normal, pois acordei ansioso para comprar dois livros texto do curso de latim que estou fazendo. Pela manhã escrevi alguma coisa, estudei, fiz minha devocional, e a tarde, portanto, me dirigi até a livraria Martins Fontes na Avenida Paulista para adquirir tanto a Gramática quanto o livro de exercícios Reading Latin. Comprei as obras e algum material escolar no cartão de debito. Já lá fora, fiquei raciocinando que não tinha nenhum dinheiro em espécie para comprar alguma comida já que de lá teria que me dirigir à USP, pois tinha uma matéria para fazer a noite, no entanto, como não estava com fome acabei tomando o coletivo em direção à cidade universitária, coletivo esse que espero não tomar tão cedo, o garotinho parece que rodou a cidade todinha.
Chegando na FFLCH me dirigi até à biblioteca para devolver os livros, a essa hora meu estômago já estava enrolando de tanta fome. Fui até a lanchonete do prédio de Letras que aceita cartão, pedi meu lanche, mas na hora de passar o cartão, o rapaz que me atendia disse com um sorriso complacente e para mim decepcionante: “infelizmente não aceitamos cartão de crédito, só débito”. Daí em diante as negativas somente se multiplicaram em todas as lanchonetes adjacentes, até eu desistir de comer. Pensei: “hoje é esperar até chegar em casa”. Agradeci a Deus e me dirigi até a sala de informática do prédio de filosofia e ciências sociais. Escolhi um pc e o liguei, e quando olhei para o chão vi uma nota de dois reais olhando para mim. Também fitei-a com doçura rsrsrs, tomei-a nas mãos, agradeci à Deus e pensei: “o bandejão tá garantido”.
Então vocês me perguntam: “é o fim dessa história boba?”. E eu respondo: “não, o fim se dará no bandejão da química para onde estou me dirigindo agora para jantar!”
14:29
Mizael Souza

